Cocrônicas I – A Merda do celular

História baseada em (fezes) fatos reais

A Merda do Celular!

A mulher não conhecia lugares fora do seu senso comum. Há muito foi privada de conhecer o néctar da vida. O homem, bem vivido, já havia experimentado quase todos os manjares.
– Oi, Tudo bem?
– Bem e você?
– Também! Tá ocupada?
– Só arrumando umas coisas, por quê? Entra por favor.
– Se prepara que vamos viajar! Espero aqui no sofá enquanto se veste.
– Como assim? De repente? Tá doido?
– Conhece a cidade de Itu? Porque é pra lá que vamos.
Enquanto ela se deslumbrava com as coisas mais simples que apareceriam pela estrada. Ele se regozijava com o sorriso puro da moça.
– Tá ouvindo isso?
– O quê?
– Tive a impressão de ouvir um celular. Mas o meu não tem esse toque.
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Certa noite em São Paulo

Certa noite em São Paulo

Na juventude, eu tinha aquela ilusão esperançosa de que o futuro traria as benesses que todo cidadão honesto procura em todas as áreas da vida. Aliás, acho que todo mundo pensa assim. Até que o futuro chegou e nada se resolveu…
Sou do futuro… do futuro mesmo… Tipo… meados do século XXI.
E não sou mais tão honesto assim.
Conto essa história para tentar abrir seus olhos, leitor.
Cheguei a essa importante conclusão no lugar mais propício para a reflexão filosófica: um ônibus lotado.
Pois é… o transporte público é o “carro do futuro”, ainda mais em uma metrópole como São Paulo.
Infelizmente chegamos a essa conclusão só no século XXI… Londres já faz isso desde o século XIX (Não que lá seja melhor, longe disso, mas a coisa foi mais bem planejada na terra da Rainha, que hoje já é outra, mas não faz diferença).
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Pra começo de conversa!

Leitores!

 Apresento-vos uma briga fora de moda no Brasil desde que as terras tupiniquins foram tomadas.

 Um professor de literatura disléxico debatendo os mais variados assuntos nas inúmeras conversas de bar com um professor de geografia analfabeto funcional perceberam que a moda está fora de moda. Logo surgiu a vontade de “culturizar” a qualquer preço.

   Então, vem conosco embarcar nessa PELEJA CULTURAL?

PALAVRÃO

Quando se conheceram, sabiam que a vida sexual seria agitada…

Tornaram-se o casal mais libertino do país, mas eram de boa índole. Com algum tempo de namoro, já se preocupavam com a monotonia e buscavam formas de motivar o relacionamento. Gostavam, por exemplo, de lugares públicos… A indiscrição era o melhor! E mesmo assim, uma hora se cansaram. Até que um dia, na cama…

“Tesão, tive uma ideia realmente FO-GO-SA!”

Ela já se levantou toda interessada – “O quê? O quê?”

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A Banda das velhas Virgens – E o encontro com Paulão

Observação: Ao consultar o Paulão e dizer que iria publicar um texto referente a exímia banda de ébrios ele prontamente respondeu:
Paulão – Não vou autorizar essa porra não!
Eu – Por que?
Paulão – Porque biografia não autorizada vende mais!”
Sem mais!

Uma coisa é você tirar uma foto com um músico que gosta, ou ter um autógrafo dele em CDs, DVDS ou qualquer outra coisa. E até mesmo adentrar em seu camarim e falar com ele por um espaço curto de tempo. Outra coisa é poder almoçar com o cidadão, trocar ideias sobre o serviço, política, futebol, música e qualquer assunto que puder, afinal, os almoços com o indivíduo podem ser feitos praticamente todos os dias. E melhor ainda, é convidá-lo a ir a seu setor, no meu caso em minha sala de aula, e ele dizer que vai, e de fato ir conhecer.
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